Rosa Faria da Rocha, conhecida por Rosa Cota, nasceu em Galegos Santa Maria, no lugar de Santo Amaro, a 24 de maio de 1901.
Rosa era filha de dois oleiros, Domingos “Côto” e Emília Faria da Rocha, pelo que cresceu desde cedo no meio do barro e da tradição oleira.
Casou aos 20 anos, em 1921, com um conceituado ceramista chamado Eduardo Fernandes de Sousa, conhecido por Percina. O casal teve oito filhos. Trabalharam sempre em conjunto: Percina produzia os “cabaços” na roda de oleiro e Rosa criava as suas obras a partir dessas formas base.
O ponto de partida criativo de Rosa era o quotidiano. Nas suas peças representava mulheres, animais do campo, músicos e bandas, dando-lhes vida através das formas expressivas e da utilização criteriosa dos pigmentos e das tintas. Entre as suas criações, destacam-se os “gigantones”, figuras que muito contribuíram para o seu reconhecimento e prestígio.
Os seus irmãos João e António também trabalhavam o barro: António como rodista e João como criador de figurado em barro.
A obra de Rosa Cota constitui um marco fundamental na tradição do figurado de Barcelos, e a família Cota continua presente ao longo das gerações. Atualmente, mantêm vivo este legado a sua filha Júlia, a neta Prazeres e a bisneta Ana Júlia, que continuam a eternizar a herança artística da família.
Rosa Cota faleceu em 1983, com 81 anos.
Referencias:
Rosa Cota , Camara de Barcelos
