Olaria e Figurado

rosa Cota museu de barcelos

Rosa Cota (1901-1983)

Figurado de barro

Galegos de Santa Maria, Barcelos

Rosa Faria da Rocha, conhecida por Rosa Cota, nasceu em Galegos Santa Maria, no lugar de Santo Amaro, a 24 de maio de 1901.

Rosa era filha de dois oleiros, Domingos “Côto” e Emília Faria da Rocha, pelo que cresceu desde cedo no meio do barro e da tradição oleira.

Casou aos 20 anos, em 1921, com um conceituado ceramista chamado Eduardo Fernandes de Sousa, conhecido por Percina. O casal teve oito filhos. Trabalharam sempre em conjunto: Percina produzia os “cabaços” na roda de oleiro e Rosa criava as suas obras a partir dessas formas base.

O ponto de partida criativo de Rosa era o quotidiano. Nas suas peças representava mulheres, animais do campo, músicos e bandas, dando-lhes vida através das formas expressivas e da utilização criteriosa dos pigmentos e das tintas. Entre as suas criações, destacam-se os “gigantones”, figuras que muito contribuíram para o seu reconhecimento e prestígio.

Os seus irmãos João e António também trabalhavam o barro: António como rodista e João como criador de figurado em barro.

A obra de Rosa Cota constitui um marco fundamental na tradição do figurado de Barcelos, e a família Cota continua presente ao longo das gerações. Atualmente, mantêm vivo este legado a sua filha Júlia, a neta Prazeres e a bisneta Ana Júlia, que continuam a eternizar a herança artística da família.

Rosa Cota faleceu em 1983, com 81 anos.

Referencias:

Rosa Cota , Camara de Barcelos

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